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Environmental Impacts of Naval Logistics in Portuguese Seaports Worldwide Sixteenth-Seventeenth Centuries

于e-Journal of Portuguese History
著者:
Amélia Polónia Department of History, Political and International Studies, Universidade do Porto Faculdade de Letras Porto Portugal

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https://orcid.org/0000-0002-7798-6088
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Abstract

The Portuguese maritime expansion during the Early Modern period was a pioneering enterprise that permanently transformed many European and overseas ports. As it relied on the morphology and logistics of seaports, this overseas venture necessitated technical interventions in harbours, prompted morphological changes, and generated challenges that, in turn, had substantial short- and long-term environmental impacts. These impacts stemmed from a range of factors, including logistical constraints, demographic pressure along the coastline, royal and/or municipal policies, and human interaction with ecosystems. Harbour construction, coastal management, systems for the supply of raw materials, and connections between the coastline and the hinterland are among the topics to be addressed. At the same time, the arrival of the Portuguese on new continents set in motion a wider process characterised by new strategies for the use of waterfronts and costal and riverine areas. This involved harbour construction, as well as technical and environmental adaptations to meet the needs and requirements introduced by the newcomers. Naval industries, particularly shipbuilding, required access to raw material, dealing to extensive deforestation and to increased pressure on coastlines, both in Europe and in the ‘new worlds’. This article seeks to offer insights into a phenomenon which, owing to its complexity and far-reaching implications, calls for more extensive and systematic analysis.

Sumário

A expansão marítima portuguesa no decurso da Época Moderna constituiu um processo pioneiro que mudou para sempre a maioria dos portos europeus e ultramarinos. Dependendo da morfologia e da logística dos portos marítimos, o projeto ultramarino impôs intervenções técnicas nos espaços portuários, transformações morfológicas e desafios que, por sua vez, envolveram impactos ambientais a curto e a longo prazo. Estes podiam derivar de desafios logísticos, pressão demográfica na linha costeira, de políticas da coroa e/ou municipais ou do comportamento humano em relação aos ecossistemas. A construção portuária, a gestão das zonas costeiras, os sistemas de abastecimento de matérias-primas e as ligações entre o litoral e o interior são alguns dos temas em discussão.

Por outro lado, a chegada dos portugueses a novos continentes deu início a um movimento global liderado por novas estratégias na utilização das zonas ribeirinhas, costeiras e fluviais, o que implicou a construção de portos e adaptações técnicas e ambientais para acomodar as necessidades e exigências introduzidas pelos recém-chegados. As indústrias navais, nomeadamente a construção naval, exigiram acesso a matérias-primas, a devastação de florestas e uma pressão inevitável sobre as zonas costeiras, tanto na Europa como nos « novos mundos ». Este artigo pretende dar uma visão geral de um fenómeno que, pela sua complexidade e implicações, requer uma análise muito mais aprofundada e sistemática.

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